Covid-19: Todas as regiões com Rt a aumentar






O número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19, por 100 000 habitantes,

acumulado nos últimos 14 dias, foi de 1 449 casos, com tendência estável a nível nacional.


No grupo etário com idade superior ou igual a 65 anos, o número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19, por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 843 casos, com tendência estável a nível nacional.


O R(t) apresenta um valor inferior a 1 a nível nacional (0,99). No entanto, à exceção da região Norte, todas as restantes apresentaram um R(t) superior a 1, indicando a inversão da tendência de decréscimo que se vinha a observar nas últimas semanas.


O número de pessoas com COVID-19 internadas em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no Continente revelou uma tendência decrescente, correspondendo a 27% (na semana anterior foi de 35%) do valor crítico definido de 255 camas ocupadas.


A nível nacional, a proporção de testes positivos para SARS-CoV-2 foi de 20,1% (na semana

anterior foi de 13,5%), encontrando-se acima do limiar definido de 4,0% e com tendência

crescente. Observou-se uma diminuição do número de testes para deteção de SARS-CoV2, realizados nos últimos sete dias.


A média móvel de sete dias da proporção de casos confirmados notificados com atraso foi de 2,9% (na semana passada foi de 3,2%), abaixo do limiar de 10%.


A linhagem BA.2 da variante Omicron é claramente dominante em Portugal, estimando-se uma frequência relativa de 79,4% à data de 10 de março de 2022. A linhagem BA.1 da variante Omicron regista uma frequência relativa estimada de 20,6% à data de 10 de março de 2022, com tendência decrescente.


A mortalidade específica por COVID-19 (33,3 óbitos em 14 dias por 1 000 000 habitantes)

apresenta uma tendência decrescente. Este valor corresponde a um impacto elevado da pandemia, de acordo com os limiares definidos.


As pessoas com um esquema vacinal completo tiveram um risco de internamento duas a sete vezes menor do que os cidadãos não vacinados, entre o total de pessoas infetadas em dezembro.


Os cidadãos com um esquema vacinal completo tiveram um risco de morte duas a seis vezes menor do que os não vacinados, entre o total de infetados em janeiro. Na população com 80 e mais anos, a dose de reforço reduziu o risco de morte por COVID-19 em quase quatro vezes em relação a quem tem o esquema vacinal primário completo.


Na população com 65 ou mais anos, a vacina de reforço conferiu uma proteção elevada (superior ou igual a 94%) contra outcomes mais graves, como internamento hospitalar e óbito.


A análise dos diferentes indicadores revela uma atividade epidémica de SARS-CoV-2 de

intensidade muito elevada, com inversão da tendência decrescente que vinha a observar-se nas últimas semanas, podendo esperar-se um aumento da incidência à semelhança do observado em alguns países europeus. A magnitude do impacto nos serviços de saúde e na mortalidade da inversão da incidência é ainda incerta, dependendo do nível de imunidade da população e da incidência nos grupos mais vulneráveis. O sistema de saúde apresenta capacidade de acomodar o aumento de procura por doentes COVID-19. Deve ser mantida a vigilância da situação epidemiológica e recomendando-se a manutenção das medidas de proteção individual e a vacinação de reforço.



12/03/2022