Covid-19 | Portugal mantém uma incidência elevada, com tendência decrescente.




Foi divulgado o relatório de Monitorização da Situação Epidemiológica da COVID-19, que em Portugal mantém uma incidência elevada, com tendência decrescente. O número de internamentos por COVID-19 e mortalidade específica por COVID-19 apresentam tendência decrescente.

O relatório, elaborado por técnicos da Direção-Geral da Saúde e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), destaca:


· O número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19, por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 7 dias, foi de 191 casos, com tendência decrescente a nível nacional. Todas as regiões apresentam uma tendência decrescente à exceção da Região Autónoma dos Açores que apresentou uma tendência crescente;


· O R(t) apresentou um valor inferior a 1 a nível nacional e na maioria das regiões, à exceção da Região Autónoma dos Açores, o que indica uma tendência decrescente de novos casos;


· O número de pessoas com COVID-19 internadas em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revelou uma tendência decrescente, correspondendo a 16,9% (no período anterior em análise foi de 18,8%) do valor crítico definido de 255 camas ocupadas;

· A razão entre o número de pessoas internadas e infetadas foi de 0,22, indicando uma menor gravidade da infeção, à semelhança do observado desde o início de 2022;


· A linhagem BA.5 da variante Omicron continua a ser claramente dominante em Portugal, apresentando uma frequência relativa estimada de 97% na semana 30 (25/07/2022 a 31/07/2022). Esta linhagem tem revelado uma maior capacidade de transmissão, a qual é potencialmente mediada por mutações adicionais com impacto na entrada do vírus nas células humanas e/ou pela sua capacidade de evasão à resposta imunitária;


· A mortalidade específica por COVID-19 (12,6 óbitos em 14 dias por 1 000 000 habitantes) apresenta uma tendência decrescente. A mortalidade por todas as causas encontra-se acima do limite superior do valor esperado para a época do ano, indicando um excesso de mortalidade por todas as causas.

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